Exposição: Mondrian e o Movimento de Stijl

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O Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) dificilmente nos decepciona. Aqui em São Paulo, começamos 2016 com um recorte absolutamente moderno, com a exposição Mondrian e o Movimento de Stijl

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Piet Mondrian, artista holandês, começou pintando quadros figurativos e paisagens, como tantos outros artistas de sua época. Mas, seguindo o borbulhão de questionamentos artísticos no inicio do século XX (de uma arte não figurativa, de trabalhar cores e formas sob uma nova perspectiva), foi influenciado por correntes tais como o cubismo, e suas cores naturalistas deram lugar às cores puras, primárias. Mondrian também passou a se guiar por uma linha de pensamento… “mística”, segundo a qual “Os dois extremos absolutos fundamentais que conformam o nosso planeta são: a linha de força horizontal, isto é, a trajectória da Terra ao redor do Sol, e o movimento vertical e profundamente espacial dos raios que tem a sua origem no centro do Sol (…). As três cores principais são o amarelo, o azul e o vermelho. Não existem mais cores do que estas.”

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Outros artistas caminhavam para a simplificação e abstração das formas. Lembram-se de Kandinsky? Ele também assumiu uma concepção “mágica” na arte, e se guiava pelo ritmo da música clássica — já Mondrian curtia jazz, e embarcou numa outra escola, o Movimento “de Stijl“. Esse movimento, que a gente pronuncia “de Stél” (obrigada santo Google! rs) , começou como um movimento estético-social-filosófico, que se desdobrou para o campo das artes plásticas. A ideia era estabelecer uma “nova consciência da época”, que preferia o “universal”, ao invés do individuo. Vários os artistas participaram dessa escola, entre eles Doesburg, Mondrian, e Gerrit Rietvield, e trabalhavam sempre com essa concepção de universalidade, ângulos retos (linhas horizontais e verticais), as cores básicas (branco, preto e cinza) e as três cores primárias (vermelho, azul, amarelo).

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A mostra montada pelo CCBB/SP está absolutamente didática. Começando pelo subsolo, percorremos um caminho quase cronológico de quadros figurativos de Mondrian. Podemos observar os trabalhos de transição até as telas com linhas horizontais e verticais em preto, com alguns quadrados coloridos.

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Há ainda peças de mobiliário, projetos (a Casa Schröder!), documentários e outras expressões artísticas da época. A maior parte das peças veio do Museu de Haia, na Holanda — que é o museu com a maior e mais significativa coleção de obras de Mondrian. É interessante observar que já se passaram 100 anos, e Mondrian, e Rietveld ainda representam o que chamamos de “moderno”.

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E mantendo aquela tendência de atrair pessoas para a exposição, no hall do edifício do CCBB foi instalado um tentador parque de diversão de #selfies: há uma cadeira gigante, baseada na chaise original de Rietveld; uma atividade interativa para “montar” uma tela de Mondrian; e um outro espaço para literalmente entrar num trabalho de Mondrian (esse tem todo um esquema de espelho, lente, espaços pra criar um efeito bem bacana!).

A exposição fica em São Paulo até 4 de abril. Faça a reserva gratuita de horário pelo ingresso rápido pelo aplicativo para o celular, para evitar grandes esperas. Depois da temporada em São Paulo, segue para Brasilia, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

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Mondrian e o Movimento De Stijl
de 24 de janeiro a 04 de abril de 2016

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
CEP: 01012-000 | São Paulo (SP)
(11) 3113-3651/3652
ccbbsp@bb.com.br
Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 21h.

Links CCBBComunicação, Arte e Cultura | Mondriaan & de Stijl

About the author

Annah Annah | Designer de interiores, moderninha, curiosa. Gosto de revirar a cidade em busca de exposições, intervenções artísticas e lugares, coisas lindas e singulares que a Paulicéia tem a nos oferecer.

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